Inspirada em House of Night

Imagem no separador devido à Anne (visitem o blog dela :D)

Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Capítulo 14: Primeiro Confronto

Continuávamos a avançar, mas sentia os olhos de Gabe fixos no meu rosto. Então, ao fim de algum tempo, tive que perguntar:

 

- Que é que estás a fazer?

- Estou a fazer um pão-de-ló, não estás a ver? – ironizou.

- Não me cheira, ainda não deve estar cozinhado – alinhei na brincadeira, dando-lhe um soco no braço (mas é que eu não são mesmo nada arrapazada, ui que ideia!).

- Ainda falta meia hora… O forno apita quando estiver pronto.

- Mas sinceramente, não gosto muito de pão-de-ló. Prefiro pão com nutella sabes? Tipo Alex Pettyfer. Essa é a minha marca preferida de pão… Ah e também amo a marca Zac Efron. Era pão que eu comeria todos os dias e nunca iria enjoar – vi-o olhar para mim enciumado.

- Eu prefiro bolos… Tipo palmiers Jessica Alba – olhei para a cara dele zangada (pronto, okay, Abe tu também estás com ciúmes. Eu não estou com ciúmes – subconsciente, caro subconsciente, eu, por acaso, deixei-te riscar o “não”? Parece-me que não. Oh idiota “parece-me que” não é uma frase, por isso, uma não-frase, não chega para tu mandares. Haha, ganhei-te subconsciente, não consegues riscar tantos nãos. Tomaaa) - Foste tu que começaste e não me olhes assim…

- Que eu não penso dar-te – completei. E o meu subconsciente não riscou o “não”. Vitória sobre ele! Sou a melhor, obrigada, obrigada! (ugh, tão modesta Abigail e tão honesta!). Quer dizer, não, este foi o consciente que é com esse que falamos, acho eu. Pronto, Abe, não chores, qualquer dia ganhas ao teu subconsciente (ou seja, a ti própria!) – E também o que me querias dar?

- Pensar tu pensas e queres – provocou Gabe - E, já agora, podes parar com essa confusão que tens na cabeça? É que a tua confusão está a confundir-me. E isso, é d-i-f-í-c-i-l para um vampiro – suspirou teatralmente – E eu a ti dava-te o mundo mesmo – completou sério, mas fiz uma careta para aquilo não se tornar solene. Não queria mesmo falar sobre isso (sentimentos Abe, sabes ele têm nome… e também têm sentimentos, completou o meu subconsciente. Que seca Abe, que seca!). E além disso, vamos entrar em guerra, aliás já entramos… mas pela conversa com que estou com Gabe, parece tudo normal.

- Não escutes psiquicamente a minha mente – protestei num tom reprovador e suspirei para o imitar. Vi o seu olhar ficar nas minhas pernas – A minha cara não é aí – o seu olhar subiu – Nem aí – continuou a subir Olha, é aqui – puxei-lhe a cara para olhar para os meus olhos e fiz um grande sorriso forçado – Bem-vindo à lição nº 100 do programa Abigail Berry. Estou genuinamente contente e espero que não tenha problemas em encontrar a minha cara outra vez.

- Que engraçadinha – revirou os olhos – Não devias andar assim…

- Como se andar de pijama estivesse nos meus planos… Na próxima semana, é melhor ou pior, dependendo do ponto de vista, os meus planos são andar nua.

- Parece-me bem – olha saiu-me um tarado.

- Pervertido – insultei, abanando a cabeça fingindo-me surpreendida e desiludida.

- Aprendi contigo. Mas a sério, se quiseres pôr o plano da próxima semana em prática, na boa. A única condição é nessa altura, só andares em minha casa. E, se alguém se atravesse a meter-se contigo, iria tortura-lo até à morte – não percebi se esta parte era verdade ou mentira. Bem, esperava que fosse mentira caso o homem fosse uma pessoa normal.

- Isto é assédio sexual, dá cadeia. E eu sou menor.

- Oh cala-te, Abigail Berry. Na sociedade dos vampiros não há disso.

- Oh, tens toda a razão, Abe. Estou a assediar-te e devia ir para a cadeia – imitei a voz dele para o gozar – Oh de nada – já com a minha voz normal finalizei e abri a boca de espanto por ele ter (supostamente) concordado comigo.

 

Quando ele se preparava para ripostar, ouvimos berros à frente.

Desatei a correr, mas Gabriel pôs-se à minha frente.

 

- Tu ficas aqui – vincou bem as palavras – Não vou deixar fazerem-te mal – pôs-me a sua mão no meu queixo e reparei que estava gelada. Afinal os mitos dos vampiros serem frios, não são só mitos. É uma realidade.

- Deixa-me ir, eles precisam da minha ajuda – comecei com voz abafada e tentei empurra-lo, sem sucesso. Parecia estar a empurrar uma parede (surpreendentemente, nunca tinha reparado que ele tinha tanta força… era sem dúvida superior, muito superior, à minha).

- Não, Abe, não vais. Não suportaria perder-te. Ficas aqui em segurança – sem outro aviso, começou a correr. Azar o dele, nunca lhe obedeci, não era agora que ia mudar essa regra estabelecida por mim.

 

Comecei a correr e quando cheguei ao sítio onde estava tudo reunido, vi que estavam impostas duas frentes. De um lado reconheci os meus colegas e os professores, mas não via Gabe nem os meus amigos.

Do outro lado estavam os feiticeiros, reparei que tinham todos cabelo negro e olhos pretos… Seria fácil reconhecê-los. Foi com horror que vi jactos de algo verde a rasgarem os céus em direcção àqueles que conhecia, à minha espécie, que explodia quando algum jacto os atingia. Magia, era isso que aqueles jactos eram.

Reconheci os meus amigos e fiquei aliviada ao ver que estavam a salvo.

Vi com alívio que também havia a feiticeiros que desapareciam, devido a nós. Eles tinham a magia, mas nós éramos mais fortes e rápidos.

De repente, alguém me lançou magia. Vi uma coluna de ar densa e verde na minha direcção, enviada para mim, para me matar. Então, uma raiva invadiu-me, algo como adrenalina.

Senti que tinha que fazer alguma coisa:

 

- PROTEGE-ME – berrei e a cena verde e viscosa embateu numa bolha exterior transparente que tinha à minha volta. Aí os feiticeiros começaram todos a mandar e vi imensas mortes de ambos os lados – Protege-nos – voltei a gritar e pareceu-me que a minha voz subiu aos céus, cheia de poder e domínio, mas também com uma tristeza a latejar. O meu coração bombeava mais rápido, no seu modo de protecção. Senti o chão fugir-me dos pés e caí num buraco, mas contudo antes vi magia a encaminhar-se na nossa direcção.


Abri os olhos e vi Philippa, Freya… outros iniciados.

Freya a soluçar tempestuosamente e a olhar para o chão, virou-se para mim e deu o grito mais torturado que já tinha ouvido:

 

- Ele morreu. Ele morreu – repetiu e deixou a cabeça descair, com as lágrimas a lavarem-lhe a cara. 

 

- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 

 

Heyyyyy ;D

Obrigada por todos os comentários :b

Espero que gostem deste capítulo (começa meio na brincadeira, mas pronto no final xD)

Beijinho (L)

 

 

publicado por -MP às 18:51
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18 comentários:
De NOVO BLOG acupoftea.blogs.sapo.pt a 22 de Abril de 2011 às 18:52
*


De NOVO BLOG acupoftea.blogs.sapo.pt a 22 de Abril de 2011 às 19:01
Quem é que morreu? o:
Não tens o direito de acabar isto assim o:
Maiis, maiiis, maiiiis **


De SaraFilipa' ♥ a 22 de Abril de 2011 às 19:01
arrepiaste.me da cabeça aos pes.
puseste.me lagrimas nos olhos.
isso nao vale.
isto é mais que perfeito
acho que tou muito lamechas


De Rian a 22 de Abril de 2011 às 19:04
quem foi? :O
oh, agora vou morrer de ansiedade!


De maraft ♥ a 22 de Abril de 2011 às 19:14
quem morreu ? o:
quero saber :c


De remainameless a 22 de Abril de 2011 às 19:21
OMG *histerismo* quem é que morreu ?


De - É a Joana Jones ^^ a 22 de Abril de 2011 às 19:23
amei ^^


De BieberCaty a 22 de Abril de 2011 às 20:12
Quem é q morreu???

N tens directo d acabar assim o capitulo

Quero mais!!!


De copodeleite a 22 de Abril de 2011 às 20:55
É bom ouvir isso :) talvez hoje publique mais. Mas obrigada.
Gostei muito do capítulo. Muito suspance xD


De - mariap. ♥ (demiportugal.com) a 22 de Abril de 2011 às 21:08
parou tudo ....
não me digas q quem morreu foi o gabriel ? não , pois não ? xD
ai twin, credo , ahah xD


De Cate J. a 22 de Abril de 2011 às 21:18
foi o irmão dela não foi? omg posta mais rápido por favor!
amei
beijinhos


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